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segunda-feira, 19 de março de 2012

Os outros celtas

E se eles fossem os últimos celtas, os verdadeiros celtas? E se a celticidade, no fim de contas, fosse isso?
Às vezes é mui saudável dinamitar esquemas mentais, e no blogue Arqueotoponimia sabem fazê-lo como ninguém...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

40 anos depois do Domingo Sanguento

Passárom já quarenta anos. Como diz o poema de Seamus Heaney, de novo o Bogside sangrou.
Eu cria que aquele Domingo Sanguento, aquele 30 de Janeiro de 1972, ficara codificado já nas nossas mentes como um dia de vergonha, mas também como um dia para resgatar a dignidade de debaixo das cinsas e das cápsulas das balas. Até o Governo británico, responsável último daquele massacre, foi capaz de reconhecê-lo assim nom há muito tempo.
Por isso me rebenta os fígados ter de ler cousas como as que tivem de ler hoje nalguns foros. Cousas tais como equiparar o que se passou aquele 30 de Janeiro de 1972 como os assassínios cometidos polo IRA e as súas múltiplas ramificaçons ao longo das décadas e décadas de conflito na Irlanda do Norte.
Como se na Irlanda do Norte nom houvesse, para além do IRA, umha pequena miríade de grupos paramilitares lealistas igualmente brutais, igualmente arbitrários à hora de apertarem os gatilhos.
Como se o detonador primeiro daquela guerra que arrasou os seis condados irredentos nom fosse a vulneraçom sistemática (por meio da violência explícita, mesmo) dos direitos de umha parte da populaçom de Irlanda do Norte. Como se aquela guerra nom começase o dia em que umha manifestaçom da NICRA foi atacada por incontrolados protestantes, armados com pedras e com o seu irredutível complexo de comunidade ameaçada, tam similar ao que exibem certas pessoas e coletivos nestas terras que nos toca habitar (e até aqui podo ler...).
E o que mais me dói: como se a Civil Rights Association que derramou o seu sangue naquele domingo de ruas gélidas fosse algo assim como "um trasunto do IRA"; como se Ivan Cooper -lembremos, um protestante que advogou e sofreu polos direitos dos católicos- se dedicasse a pôr bombas entre discurso e discurso; como se o que tivesse feito o exército británico naquela jornada fosse repremer um ataque com armamento pesado, e nom umha manifestaçom que exigia demandas justas com meios pacíficos.
À altura de 1972, o IRA nom gozava de muitas simpatias nos bairros católicos do Norte de Irlanda. Só uns anos antes, nos alvores do conflito, os habitantes desses mesmos bairros recebiam com os braços abertos os soldados británicos que acudiam -teoricamente- para os defender dos violentos pogromos unionistas -foi o IRA quem começou a guerra?-. A causa dos acontecimentos do Domingo Sanguento, o IRA converteu-se no último refúgio de muitas pessoas que pudérom comprovar como o governo de Londres reaccionava com poucos escrúpulos e muitas balas ante qualquer movimento da comunidade nacionalista. Nom esqueçamos a cronologia, nom ignoremos a seqüência dos feitos. Nom perdamos a perspetiva. Ou acabaremos caindo em teorias tam socorridas e aberrantes como a do "entorno", que se nos fai bem familiar -e aqui em Euskal Herria, especialmente familiar-.
De jeito que, sentindo-o muito, para mim o Domingo Sanguento seguirá sendo, como diz Ivan Cooper no final do filme Bloody Sunday, um dia de verdade, um dia vergonha. O dia do Bogisde 0-Paracas 13 (de novo Seamus Heaney).

domingo, 29 de janeiro de 2012

Ensaiando um 'blues' para a independència

Todo poderia começar com umha daquelas tristíssimas e crepusculares cançons jacobitas. Bonnie Prince Charlie a regressar sobre as águas do mar... 
Pois parece que sim, que a Escócia caminha com passo firme cara à recuperaçom dessa independência que lhe arrebatárom há 300 anos sob o disfarce de umha eufemística "uniom". Passo firme, mas também tranquilo, repousado. Nos antípodes da crispaçom enfermiça com que todas estas temáticas som esmiuçadas na opiniom pública de monarquias "bananeiras" como a que nos toca sofrer. Já me tarda escuitar nos faladoiros e tertúlias do Império Cativo um novo e inevitável mantra: "Euskal Herria nom é Escócia. Euskal Herria nom é comparável à Escócia". Tam-pouco é equiparável à Irlanda do Norte, obviedade que se encarregárom de lembrar de jeito pontual ao longo das últimas décadas, ainda que os mais ingénuos sigamos a pensar que o ruído das bombas e dos disparos era bem similar em Beal Feirste e em Arrasate, em Doire Cholm Chille e em Galdakao...
Mas os escoceses, tal e como cantou o mestre Stivell, os escoceses are right, e fam seu um discurso pragmático e incontestável que nos lembra que o capitalismo tivo o seu berço naqueles nortes de ventos e contradiçons tam similares às nossas. As verdades do capitalismo postas ao serviço de umha lógica independentista. Creio que, se estivéssemos nos anos 20, a intelectualidade galeguista daqueles dias seguiria com reverência e atençom pontual todo quanto está a se produzir na Escócia, do mesmo jeito que se atendia aos acontecimentos que tinham lugar na adorada irmanzinha que atravesou o mar. Ainda que a Risco ou a Castelao ou a dom Ramom (que só houvo e haverá um) lhe repugnassem essas veleidades monetárias contaminando o que deveria ser puro e etéreo nacionalismo.  
E ainda assim, ninguém como os escoceses, donos de um respeito sagrado polos símbolos, para dotar estes momentos históricos da necessária dose de poesia e de emoçom: o referendo, de se celebrar, terá lugar com motivo do 700 aniversário da batalha de Bannockburn, essa em que umha manda de sonhadores derrotárom o embriom do que seria o imbatível Império Británico. 
Se fosse hoje, o nom menos sonhador Alex Salmond sentaria no meio do campo de batalha e, se calhar com umha chávena de chá e um prato de haggis polo meio, acabaria convencendo a Eduardo I das bondades da liberdade escocesa. 
E assim, o que poderia começar com umha tristíssima e crepuscular cançom jacobita poderia acabar perfeitamente com um blues pola independência.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O herexe de Traba

Aproveitando a nosa cita anual coa Carballeira de Zas, a pasada fin de semana achegámonos a unha das praias máis auténticas e espectaculares da Costa da Morte como é a de Soesto, en Laxe, nas marxes do que foi noutrora a vella Terra de Soneira. Aquela praia escasamente domesticada lembroume outra que dista uns escasos quilómetros dela e que constitúe, como ben saben os que me coñecen, unha das miñas debilidades. Refírome á praia de Traba, e á freguesía de Santiago de Traba en xeral, un espazo que para min está dotado de resonancias pouco menos que míticas. E conectando Soesto con Traba véuseme á cabeza un fragmento brutal das Memorias del Arzobispado de Santiago que deixou escritas o arcebispo Frei Jerónimo del Hoyo en 1607 e que regresa obsesivamente ao meu maxín cada vez que poño o pé naqueles areais, arrasados noutrora polos piratas e as totémicas serpes...
En esta felegresía sucedió un caso raro y fué que un soldado escocés llegó a la custodia a rovar la caxa de plata en que pensaba estaba el Santísimo Sacramento y alló que no la había, que el Santísimo Sacramento estava en un tafetán azul y el soldado consumió el Santísimo Sacramento y el tafetán se lo metió en el seno y en acavándose de consumirse reventó por una igar y raviando como un perro, sobre los codos y rodellas, salió de la iglesia y espiró y luego los feligreses le echaron en un hoyo y cubrieron de piedras. Rayeron donde había reventado y echaron mucha cal y era tan grande el hedor que en dos meses no se pudo decir misa en la iglesia y aun después por tiempo de dos años quando habia mucha humedad solía salir aquel mal hedor. Desto hice información en la visita que hiçe en la dicha iglesia.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Brian Bóirmhe, qui domuit Lordomanos

Nun blogue amigo como é Erin Go Bragh topei este documental sobre a historia de Brian Ború, ou Brian Bóirmhe, que tal sería o seu verdadeiro nome en gaélico. Vencedor dos viquingos, primeiro rei que gobernou de facto e de iure sobre a totalidade da Irlanda e heroe triunfal na batalla de Clontarf, a historia de Brian Bóirmhe, como a de tantos outros semideuses da Europa altomedieval, escorrega entre néboas apócrifas e lémbranos que o pergameo (moi especialmente naqueles tempos estraños e violentos) terma sempre do que lle poñen e relata narraciósn construídas a partir de intereses diversos, sen que iso teña que ser (nen moito menos) necesariamente mao. Porque, afinal, até a sílaba máis escura do pergamiño máis modesto está carregada de ideoloxía. Ben o sabía o Solino da Corte na aldeia de Rodrigues Lobo, cando razoaba, co seu pragmatismo amargo, aquilo de que nas histórias a que chamam verdadeiras, cada um mente segundo lhe convém, ou a quem o informou, ou favoreceu para mentir. Mais a mentira, lembremos, é a matriz máis xenuína da poesía.
É certo que ese conto de viquingos opresores e de irlandeses loitando pola súa independencia nacional seguramente teña moito de cronicón comenenciudo e politicamente correcto, e que a sona con que Brian Bóirmhe pasou á posteridade deba atribuírselle en grande medida aos esforzos do seu bisneto Muirchertach Ua Briain por garantir a hexemonía familiar sobre o país e as súas aspiracións ao vello título de Ard Rí. De feito, cando sabemos que na batalla final de Clontarf houbo viquingos nos dous bandos que alí contenderon, un non pode menos que lembrar cousas como as que nos contou Manolo Gago, cando nos falaba de mercenarios viquingos (lordomani na terminoloxía latinoide da época) asentados en pontos do interior da Galiza e que tomaran parte en diversos conflitos e disputas que tiveran lugar polo noso país adiante. De feito, moitas pasaxes deste documental poderían estar ambientadas naquela Galiza convulsa de viquingos, bispos santos e mosteiros incendiados. Mais esas verificacións obxectivas non lle restan nen unha migalla de poder mítico á figura de Brian Bóirmhe. Máis ben ao contrario: fálannos dunha personaxe de tal calibre e tan fondo calado que acabou por se desdobrar nun corpo histórico e nun corpo mítico. Algo así como o noso Marechal Pardo de Cela, que agora tantos se empeñan en desmitificar polas bravas, ríndolle así as grazas ao españolismo máis contumaz e obviando os riquísimos matices que habitan nas fendas dese valado que separa a historia (pura e dura) da lenda (que nos habita e dá sentido).
Déixovos coa historia de Brian Bóirmhe e recoméndovos que, unha vez rematado o visionado do documental, regaledes os ouvidos co tema Brian Ború de Alan Stivell. Vale a pena.



quinta-feira, 7 de abril de 2011

Os barcos de Gráinne Mhaol

Desculpade o monopolio que nos últimos tempos exercen Irlanda e o irlandés nestas leiras de arxila, mais concordaredes comigo en que debeu ser un espectáculo comovedor.

As naos de Gráinne Mhaol entrando polo esteiro do Támese arriba, en procesión desafiante e altiva cara ao corazón de Londres, cara ao pulmón mesmo e a entraña viva do odiado e eterno Imperio, ese que desangra, que humilla, que esmaga e engole.

Aquel día, Gráinne Mhaol debeu emerxer ante os ollos da Sabela Tudor como unha desas raíñas irlandesas doutrora, como Medb a selvaxe e temíbel, dona do touro, do lume e das rutas do mar, centro do mundo, gozosa destrución.

A memoria, persitente como un arao das illas Aran, retivo o latexo daquel espectáculo e traduciuno en selvaxe hino de rebelión. Gráinne Mhaol vén por riba das augas / canda a ela, unha garda de guerreiros, / non son franceses nin españois, senón irlandeses / e han derrotar os estranxeiros.

Ao ritmo destes versos iríase tecendo a epopea da liberdade irlandesa, da epopea sin-feinner manuelantoniana, abríndose paso entre o sangue e a cebada.

Mais, no comezo, foi Gráinne Mhaol e o soño dos mares libres.



sábado, 18 de dezembro de 2010

James McPherson ou o violín esnaquizado

Foi unha desas historias de que tanto gostan os escoceses. Chamábase James McPherson e naceu aló por 1675, fillo dunha xitana e dun terratenente das Terras Altas, o soberbio McPherson de Invereshie. James, home forzudo e de espada rápida, chegou a ser violinista de renome, mais esas inquedanzas musicais non lle impediron converterse tamén no líder dunha banda de xitanos que fixo delitos e falcatruadas varias por todo o norleste escocés, desde Moray a Aberdeenshire. Cómpre aclarar canto antes que estes delincuentes entraban na tan celebrada categoría dos "bos ladróns", pois todo canto sobraba dos seus roubos e saqueos (que foron moitos e frecuentes, a xulgar polas fontes) era relixiosamente repartido entre os menos agrazados pola fortuna. Mais sendo violinista e ladrón, era cuestión de tempo que os fados se volvesen na súa contra e lle despexasen moi solícitos o camiño da forca.
E así foi. Certo día fixérono preso na localidade de Keith, despois dunha persecución polas rúas digna dun telexornal ianque e que só concluíu cando unha muller lle guindou por riba unha saba ao coitado do James, facilitando a súa captura e selando a súa perdición. Foi xulgado en Banff, declarado culpábel e condenado polos maxistrados a morrer na devandita forca, que de seguro agardaba impaciente e nerviosa polo pescozo de tan insigne persoeiro (xa o dixo Hamlet con acento mariñao: Fan agora tan ásperos espartos!). Chegado o día da execución, os maxistrados souberon por ocultas canles que estaba a piques de chegar desde Aberdeen un emisario co indulto para James McPherson (non hai historia de execucións na que non medie un indulto, ben o sabemos os que algún día pasamos pola Ponte do Pasatempo). Como non podían permitir baixo ningún concepto que un ladrón violinista (e xitano por vía materna!) se salvase dos ásperos espartos de Escocia, os maxistrados mandaron adiantar o reloxo da vila vinte minutos, para que James McPherson fose executado antes tempo. Xa no cadafalso, diante da multitude, McPherson sacou o seu violín e tocou o lamento que compuxera na véspera na escuridade da súa masmorra. O famoso Lamento de McPherson. Concluída a peza, ergueu o instrumento e ofreceullo a alguén do seu clan que fose quen de tocalo coma el. Ante o silencio xeral, berrou: Pois ninguén ha tocar nunca máis o violín de McPherson!, e dito isto partiu o violín en dous con grande violencia. Neste punto diverxen as crónicas, pois hai quen di que escachou o instrumento contra o seu propio xeonllo, e hai quen opina que utilizou para tal mester a cabeza do propio verdugo. Sexa como for, aquel día foi pendurado James McPherson, a quen imaxinamos orgulloso e escuro pendurado no medio da praza de Banff, coa viruxe dos páramos escoceses facendo rinchar as cordas rotas do violín.

Ten epílogo este conto, ou máis ben epílogos. O violín roto (que símbolo!) aínda se conserva hoxe no museo do clan McPherson, e, aínda que non nos consta tal extremo, cremos que ben debería ser obxecto de veneración e aínda se me apurades de devota romaría. Coma aquelas harpas rotas que apodrecían hai tempo debaixo das camas dos derradeiros harpistas galeses. E en Banff hai un coñecido café chamado The Broken Fiddle, que aínda así non deixa de ser cativa homenaxe a tan poderosa cousa como alí aconteceu. O outro epílogo fálanos de xustiza poética e dunha certa orde no mundo: os maxistrados que xulgaron a James McPherson foron castigados pola súa maldade, de xeito que o reloxo da vila de Banff permaneceu cos seus vinte minutos de atraso durante varios anos, do cal se supón que os seus veciños vivirían todo ese tempo inmersos nun caos de retrasos e anacronías varias, algo sempre moi malo de levar para un británico. Aínda hoxe se cre que o reloxo da localidade veciña de Macduff ten tapada a súa cara noroccidental para que as xentes de Banff non poidan saber por el cal é a hora correcta en que viven.

E o Lamento de McPherson? Pois o lamento dese medio xitano é unha desas pezas clásicas da música escocesa, e o mesmísimo Robert Burns, vate nacional da Escocia, chegou a facer unha versión del. Martyn Bennett, no seu testamento musical Grit, resgatou este lamento na voz doutro músico popular escocés, Jimmy McBeath, e rodeouno do que Hamish Henderson chamou new brave music. O resultado é este "Rant", tan desconcertante como sublime.


quarta-feira, 5 de maio de 2010

Bobby Sands, ou a rabia infectada de esperanza

Hai hoxe 29 anos morría Bobby Sands na prisión de Maze, no fragor daquela greve de fame que levou por diante a vida de varios voluntarios do IRA e do INLA e que marcou un antes e un despois no conflito da Irlanda do Norte. Aínda me estremezo cando lembro aquel vídeo que un paisano de Falls Road nos ensinara no seu móbil, á porta dunha de tantas tabernas de Falls Road. Naquel vídeo sucedíanse imaxes en branco e negro que representaban o multitudinario enterro de Bobby Sands, imaxes da súa irmá co puño en alto, da sinxela e terríbel beleza da bandeira irlandesa pousada sobre o cadaleito, de voluntarios do IRA disparando ao aire...

Isto que conto aconteceu hai algo máis dun ano, nesa inesquecíbel e tanto tempo desexada viaxe a Belfast. Mais non foi até hai uns meses que puiden ver por fin o filme Hunger, e poñerlles rostros (aínda que sexan ficticios ou soñados) a aquelas persoas e a aqueles sufrimentos, transformados polo director Steve McQueen nun exercicio de poesía brutal e terribelmente física. Paga a pena vela, desde logo. Paga a pena vela e despois lembrar o que ocorreu, hai hoxe 29 anos, naquela tristísima prisión de Maze na que a rabia chegou a rimar coa esperanza...

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Aquela trincheira galego-portuguesa

Realmente a fronteira existe, aínda que non acreditemos nela. Quizais non na lingua, nin tampouco en boa medida nos costumes, nos xeitos, nas teimas comúns. Mais a fronteira haina, e ás veces dedúcese a súa existencia pola sorpresa que nos provoca a descuberta de certas obviedades.
Por exemplo, a Grande Guerra, a Primeira Guerra Mundial, ese confronto apocalíptico que se presenta na miña imaxinación rodeado de extravagantes maquinarias, de albatros mortíferos, de poemas de Apollinaire. Unha febre destrutiva que, debido á neutralidade do Estado español, tivemos que coñecer principalmente a través da óptica francesa. Verdún, Somme, a antesala dantesca desa belle epoque parisina que emerxeu de entre as bombas de gas e o sangue das trincheiras, e quen non lembra a Audrey Tatou incansábel na procura de Manech? Porén, nunca reparamos en que uns centos de quilómetros ao sur, eses "galegos mutados" que habitan alén Miño viviron esa guerra, sufrírona, batallaron nela, fracasaron nela. Flandres, Francia ou África coñeceron a exitosa calamidade do CEP (Corpo Expedicionário Português), contribución xenuinamente galaica (por grotesca e esperpéntica) á contenda. Paseas distraído por unha das principais arterias de Lisboa e descobres un monumento a eses soldados, lembrados mediante a grandilocuente retórica de turno: Ao serviço da pátria, o esforço da grei. E cavilas. Matinas. Igual que en nós aínda alentan as feridas abertas polo falanxismo en gavias e foxas comúns, serán moitas as xentes desta Galiza Sur, mutada e transfigurada, as que conservan aínda lembranzas de Flandres, de Francia, de Angola. Sería aventurado dicir que naquelas trincheiras se falou galego?
Logo descobres que monumentos coma este hainos por todo Portugal adiante, no Porto, en Coimbra, e es consciente, dun xeito difuso e desconcertante, da existencia desa fronteira. Mais tamén, en certo xeito, da súa banalidade.

sábado, 28 de novembro de 2009

Unha de toponimia monástica e penedosa: San Xulián de Moraime

San Xulián ou San Xián de Moraime é unha parroquia do termo municipal de Muxía, na comarca de Fisterra e no corazón vivo do antigo territorio (e moderno arciprestado) de Nemancos. En Moraime atopamos ademais unha igrexa parroquial que en tempos foi un mosteiro da orde bieita, o único cenobio de certa relevancia que chegou a existir no ámbito territorial da Costa da Morte e do que nin tan sequera se coñece con exactitude a súa data de fundación, se ben esta debeu ter lugar nos derradeiros anos do século XI. O antigo mosteiro de Moraime, situado iuxta crepidinem maris tal e como din os fermosos documentos fundacionais, chegou a ser refuxio de Afonso VII, o famoso imperator Hispaniarum que primeiro foi rei de Galiza grazas ao impagábel apoio dos Trabas, caste de bergantiñán avoengo como é ben sabido. E, segundo afirmaba xa no s. XVII o arcebispo compostelán Jerónimo del Hoyo, foi a comunidade monástica asentada en Moraime a que motivou a aparición do topónimo Muxía, teoría que me parece máis ben exercicio de re-etimoloxización dun topónimo que moi posibelmente afunda as súas raigañas en solos bastante máis distantes e moito máis resistentes tamén ao aveño do estudoso.

Sexa como for, o certo é que Moraime, como paisaxe, constitúe desde hai tempo un dos meus enclaves predilectos. Porén, o seu nome sempre me pareceu unha incógnita sobre a que teño reflexionado unha chea de veces, até chegar a certas conclusións seguramente moi discutíbeis. Aínda que nos últimos anos veño orientando os meus intereses cara ao eido da toponimia, tede por certo que non estou en disposición de formular hipóteses dotadas da fiabilidade coa que si traballan en cambio outros amigos do blogomillo, como Cossue, que de seguro podería brindarnos palabras máis doadas e certeiras sobre o tema que vou tratar.
Moraime, logo. Digamos antes de nada que o topónimo aparece nos documentos medievais que consultamos como Moriame (s.d.), Moyrame (1220), Moyramia (s.d.), Sam Giao de Moyrame (1334) e Sancto Iuliano de Mouramia (1239), todas estas formas procedentes do Tombo de Toxos Outos. Obviamente, as mencións multiplícanse noutras fontes documentais, e tamén o fan as variantes gráficas e formais: na colección documental do propio mosteiro de San Xulián de Moraime temos formas como:
Moriame (1095, 1118, 1119)
Mouramea (1403)
Moyrama (1361)
sancti Iuliane de Moyrame (1238)
sancti Iuliani de Moyrame (1175)
sancto Iuliano de Moriame (c. 1118)
Sancto Iuliano de Moriame (c. 1118)
Moyrame (1232, 1366, 1380)
Sant Julian de Moyrame (1380, 1401)
sant Giao de Moyrame (1363)
Sant Julian de Morayme (1335)
O arcebispo Jerónimo del Hoyo, cando dá noticia do cenobio nas súas Memorias del Arzobispado de Santiago (1607) utiliza as variantes Moirame e Moraime con certa de xeito relativamente indistinto.
Que se deduce desta selva de testemuños documentais? Pois que a forma máis antiga e a que seguramente debamos tomar como punto de partida para explicar a etimoloxía do topónimo é Moriame. A forma Moyrame, a máis empregada ao longo da Idade Media e que aínda ten vitalidade segundo vemos até ben entrado o s. XVII, é o resultado romance esperábel a partir da metátese do [i], como en uěrsōrĭa > vasoira, cŏrĭŭ > coiro e outros moitos casos análogos. De feito, aínda no s. XVIII, o padre Sarmiento (forxador sen sabelo da moderna filoloxía galega) fai unha consideración moi interesante a respecto do dobrete Moyrame / Moraime cando di:
San Giao o Julian de Morayme. Antes fue Monasterio, y se llamaba, según ví y leí, Mourame o Mouramea de Moirame y aún hoy se llama así entre los páparos.
Ou sexa, que a denominación tradicional Moyrame seguía viva na fala popular, mentres que a forma innovadora Moraime, imposíbel de explicar como alteración espontánea a partir do estadio representado por Moyrame, debeu xurdir moi probabelmente como refacción erudita da forma patrimonial. Supoñemos que nesa modificación tivo que influír en maior ou menor grao a afinidade formal co substantivo moraima / almoraima, rexistrado como topónimo no ámbito castelán (máis concretamente andaluz) e que significaba 'conxunto de mouros, raza dos mouros'.
Moi ben, e como interpretar a forma Moriame desde o punto de vista semántico-etimolóxico? Persoalmente creo que hai que partir do radical prelatino *mor- / *mur- 'monte, elevación rochosa', 'cor parda, escura', ao que os investigadores adoitan remitir formacións léxicas como o galego morea 'montón, acumulación de cousas', morouzo 'morea de pedras', morouza 'acumulación de pedras miúdas nunha parte dun terreo dedicado a cultivo', morreira 'idem' e morraceira 'terra que sobresae no medio dun río ou regato'; portugués morouço 'monte pequeno' e marra 'valo, marco, linde', castelán morro 'promontorio, elevación', berciano morueco / merueco 'morea de seixos' ou euskera marra 'marco, estrema', entre outros moitos máis ou menos discutíbeis. Isto emparentaría o noso topónimo con outros ben coñecidos do territorio galego (e non só), como O Morrazo, Morrazón, Morreiras, Morouzo / Morouzos, Moraña ou O Moroso, entre outros. E foi por tanto con base nese radical *mor- / *mur- que debeu crearse un derivado *moriăma, co sufixo átono -ămo, de valor superlativo ou intensivo, o mesmo que temos sen ir máis lonxe no latín minimus, infimus, decimus ou postumus, en topónimos como os galegos Édramo, Visma e Sísamo ou en verdadeiras reliquias lexicais doutros tempos mais que alentan aínda na lingua dos galegofalantes de hoxe, como páramo ou árgoma, por exemplo. A forma *moriăma, xa que logo, estaría a facer referencia a unha obviedade que calquera que visite o lugar pode verificar cos seus propios ollos: a natureza rochosa do promontorio ou elevación do terreo no que se asenta tanto o que foi antigamente mosteiro de San Xulián como o núcleo poboacional desenvolvido ao seu redor.

Agora ben, variantes como Mourame ou Mouramia, coñecidas nos textos latinos, colócannos perante unha reinterpretación do topónimo mediante a cal se asociou co derivado mouramia 'caste dos mouros', 'conxunto de mouros', seguramente aplicado nun comezo con valor despectivo tal e como acontece con outras denominacións etno-relixiosas posteriormente toponimizadas. De feito, non moi lonxe de Moraime e sen saírmos do concello de Muxía temos un lugar chamado Sinagoga (un xeito delicado mais contundente de chamarlles "xudeus" aos seus habitantes), e non debemos esquecer o topónimo ourensán A Mezquita, que Gonzalo Navaza explica a partir de motivacións ben semellantes, as mesmas que latexaban con toda seguridade en formas toponímicas como Lusquiños, Mudelos, Nugallás / Nogalláns ou Mintiráns, todas eles transparentes... Quizais demasiado para os coitados dos paisanos que habitan estoicamente os lugares bautizados con tan senlleiras nomenclaturas...

domingo, 15 de novembro de 2009

13 de novembro

Hai dous días (13 de novembro) cumpríronse sete anos. A barriga do monstro abriuse en canal, e todo o odio do mundo emerxeu das súas entrañas. Depositouse aquel odio nos coídos, nas calas, nos areais, nos baixíos, co ritmo pausado dunha agonía.
E velaí que as xentes daquel país que tantas outras agonías parecidas tiña vivido e sufrido botaron o paraugas ao lombo e sacaron as gorxas vociferantes ás rúas todas, aos camiños todos, desde Ribadeo a Tui. Nunca Máis. Vellas proclamas para vellos degoiros. As xentes daquel país que era todo beiramar mergullaron as mans naquel odio espeso e desacougante e arrincárono pouco e pouco, cunha violencia xorda, con algo de insurrección nonnata, quizais. Unha tensión de séculos acumulada nos nervios, nas vértebras, nos ollos. Alguén dixo que, ante a inactividade do Estado, aparecera a Nación. Por fin. Unha nación con ADN de chapapote, condenada a non aprender dos erros, mais que non repara en alentos á hora de escenificar grandiosos actos de heroísmo. Nunca Máis. Muxía, zona cero. Vulnerabilidade infinita.
As manifestacións, a solidariedade, os poemas, a rabia. Vai para sete anos, e aínda é hoxe o día que todo aquilo nos proe nos ollos cada vez que nos vén á memoria. Mais nin por iso queremos deixar de traelo á memoria. Chamémoslle ritual, ritual necesario. Para non rebaixar nin un milímetro esa tensión de séculos que nos mantén alerta.
E que a memoria se acompase desta vez cos ritmos que os Luar Na Lubre recolleron na Costa da Morte e cos que nos obsequian neste tema ao vivo. Pois quizais nada hai máis contundente e feroz cá música cando se trata de coser para sempre a barriga do monstro.


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

De Kinsale á Coruña a ritmo de valse

Dicía Castelao nalgún parágrafo do Sempre en Galiza que non acaba de comprender como os galegos, voluntariosos e mesmo temerarios no plano individual, aparecían sempre coma unha grei derrotada e tremelante no plano colectivo. Para o grande ideólogo do nacionalismo galego, o punto de inflexión foron as derrotas que se sucederon ao longo dos séculos XIV e XV: as dúas guerras sucesorias, as dúas revoltas irmandiñas e o sometemento da aristocracia galega por parte dos Reis Católicos serían as responsábeis dese pouso de fatalismo (chamémoslle así) que seica nos acompaña aos habitantes desta leiriña noroccidental cada vez que nos embarcamos nunha empresa colectiva. A retranca, o mito do galego desconfiado, o noso conservadurismo a proba de contrasinais e cen mil tópicos máis desta caste terían tamén aquí a súa raíz última, porque ben se sabe que o gato escaldado á auga fría escapa.
Mais tamén é ben coñecido o tópico da melancolía irlandesa. Ese tópico tan inxustificado e ramplón que lle fixo exclamar a G. B. Shaw: Se volvo escoitar falar da melancolía irlandesa, son quen de matar a alguén! Porque, certamente, nada hai máis contrario á melancolía, á saudade e ao amorriñamento enfermizo ca un irlandés.
Se cadra botaba de falta Afonso Daniel grandes xestas militares que os galegos puidésemos celebrar. E non coñecía Afonso Daniel tales fazañas, se non as coñecen aínda moitos dos nosos propios paisanos, é porque ninguén se preocupa de revelarnos a súa existencia, de ilustrarnos sobre eses episodios nos que fomos algo máis ca un rabaño manso agardando a ser trosquiado. Evidentemente, a óptica ibérico-mediterránea aínda espalla a súa sombra sobre os libros de historia, sobre os métodos de ensino, sobre o que é e non é merecente de visibilidade social. Por iso endexamais veremos un filme baseado nese episodio inaudito e estremecedor que foron as guerras irmandiñas, e que daría para un Braveheart en clave de gheada. Ou por iso nos seguen a soar moito máis Covadonga ou o Madrid de 1808 cá batalla de Ponte Sampaio ou a batalla de Kinsale.

Porque na batalla de Kinsale, meus amigos, houbo moito aceiro galego.
Claro que para iso temos que nos remontar ao ano do Señor de 1592. O conde Hugh O'Neill (dos O'Neill de toda a vida) sublevárase contra o poder inglés, dándolle comezo á Guerra dos Nove Anos. Foi entón cando Felipe III, á sazón rei de Castela e tirano das Españas, viu a oportunidade de amolar os seus acérrimos inimigos da pérfida Albión, e así foi que en 1601 embarcaron no porto da Coruña varios milleiros de soldados procedentes dos reinos de Galiza e Castela. Entre eles salientaba un nutrido continxente de tropas comandado polo galego Afonso Ocampo, que ao chegaren a Irlanda acudiron en axuda dos chieftains Dohmnaill (O'Donnell) e Sualabhain (O'Sullivan) para marcharen ao seu carón cara a Kinsale, onde se libraría a grande batalla, quizais un remedo ou un ensaio (permitídeme esta fantasía) desa Batalla do Porco Negro da que aquela vella labrega irlandesa lle falara a Yeats e que non sería outra cousa segundo ela cá grande conflagración final entre Inglaterra e Irlanda, entre a opresión e a terra.
Algo diso se cheiraba seguramente nos páramos de Kinsale aquel 3 de xaneiro de 1602. Testemuñas houbo que louvaron a bravura do capitán Ocampo, ese xabaril furioso que Thomas D'Arcy McGee definiu desde o asombro e o respecto como a gallant leader, e que se cadra adquiría na cólera do combate a cor das bagas do sabugueiro. Os seus centos de galegos de seguro que segaron un bo brazado de vidas inglesas. Mais, evidentemente, cando galegos e irlandeses se xuntan nunha batalla, esa batalla non pode ter máis final cá derrota. Non se trata de sucumbir ao fatalismo; trátase de lles facer caso aos antecedentes. Mais ninguén dixo que houbese que gañar. Do que se trataba era de dar guerra e de pór un coio molesto na inmensa bota imperial inglesa. E iso conseguiuse, xa ora!
Vencida a rebelión, produciuse o tantas veces nomeado exilio dos condes irlandeses, o comezo da fin da civilización gaélica ou, dito en termos que nos serán máis familiares, a doma e castración de Irlanda. Millentos homes, mulleres e nenos abandonan Irlanda desde Galway e Waterford para pór rumbo á Coruña, a mesma ruta que uns meses antes fixeran as naos do rei de Castela. Un deses exiliados foi o conde O'Donnell, que chegou á Coruña o 14 de xaneiro entre grandes honores e cuxa primeira decisión ao pisar chan galego foi visitar a Torre de Hércules. Pois O'Donnell, como todas as nobilísimas liñaxes da illa, era sabedor de que de alí partiran as naves de Ith e Milidh Spain, como quen di, os seus trasavós, os antergos, os poboadores de Irlanda. Desta mesma época data a construción do Colexio dos Irlandeses de Santiago de Compostela, aínda hoxe en pé, e cuxa finalidade sería instruír e educar os fillos dos exiliados irlandeses. Dos que viñeran e dos que habían vir. Entre as paredes dese colexio, quizais nunha noite de tronada e corisco coma esta que hoxe nos envolve, (re)descubriu Manuel Murguía o Leabhar na Gabhala Erenn ou Libro das Invasións de Irlanda, ese de onde emerxería, reformulada desde o prisma do celtismo galego decimonónico, a figura de Breogán, que máis ca chefe céltico (sabémolo hoxe) habería que interpretar como deus dos mortos, como ese Deo Lari Bero Breo do Facho de Donón. Mais esa xa é fariña para outra muiñada, e das longas...
Os irlandeses non esquecen aqueles días de xaneiro, nin tampouco o sangue galego apozado nos páramos de Kinsale. Por iso en 1992, en conmemoración do 390 aniversario daqueles feitos, Bill Whelan (pai do fenómeno Riverdance) veu estrear á Coruña a súa sinfonía From Kinsale to Corunna, unha feliz conspiración do mellor da música irlandesa do momento cos galegos de Milladoiro e a Orquestra Sinfónica de Galicia. Uns anos máis tarde, Carlos Núñez perpetrou con The Chieftains o tema "The Flight of the Earls", un set de temas tradicionais irlandeses incluído no primeiro álbume do gaiteiro de Vigo e cuxo título, obviamente, lembra aquel frío e doloroso exilio que converteu en galegos a moitos irlandeses.
Como non encontrei vídeo desa peza, déixovos outro que ilustra igualmente esa irmandade e que ademais é unha auténtica xoia para un folkie: trátase da actuación de Carlos Núñez e The Chieftains cando viñeron presentar no programa Luar da TVG aquel mítico disco intitulado Santiago, alá polo ano 1996 (despois de Cristo, claro, que co Luar nunca se sabe). Foi entón cando se soubo que Paddy Moloney tolea polo polbo á feira e pola pescada. Chámalle burro ao cabalo...
E con estes ritmos de valse fronteirizo quizais sexa momento de desexar que a próxima fazaña que nos cadre compartir a galegos e irlandeses acabe en vitoria. Por aquilo de cambiar o argumento da película. E para que, por unha vez, Castelao non teña a razón.



terça-feira, 25 de agosto de 2009

Panamá-Ourense

Nas últimas semanas falouse bastante por estes lares da canle de Panamá e das obras de ampliación que van iniciarse en breve. Obras que, en principio, deberían redundar en proveitoso beneficio dos portos galegos, se é que o noso minifundismo mental non estraga esta oportunidade igual que xa ten estragado tantas outras (ao affaire dos tres aeroportos me remito, e poderían sumarse outros moitos tanto ou máis desalentadores).

Mais o caso é que, con motivo destes ecos panameños, Xornal de Galicia publicou unha breve reportaxe que fala da participación galega na construción dese prodixio da enxeñaría moderna. Un sempre sentiu certa inexplicábel atracción por estas obras megalómanas e temerarias forxadas en metal finisecular, no primeiro e máis inxenuo espírito industrial, cando a sociedade protourbana comezaba a petar nas portas das aldeas e ían xurdindo así novas periferias territoriais, mentais e culturais. Novas zonas fronteirizas que, en boa medida, palpitan por baixo do noso actual xeito de ser e pensar, desde o rock bravú até esa especie de mitoloxía posmoderna da paila. Mais iso é fariña para outra muiñada, e das longas...

Volvendo pois ao conto, o caso é que os galegos (os desherdados galegos, falando ben e en propiedade), naquela altura histórica, formabamos parte da grei dos parias do mundo. E chegaron a Panamá a moreas, como obreiros escuros que aínda recendían a viño novo e pataca e que atravesaron a poza atlántica para achegar á construción da canle o único que ninguén lles arrincara nin lles podería arrincar nunca: suor, músculo, e por suposto moito sangue. O que deixaron os milleiros de paisanos que ficaron soterrados no seu labor de abrirlle un camiño ao mar por onde antes se estendía o monte e a selva. É un pouso estraño o que deixa esta historia. O brío épico e inaugural (que o hai, sen dúbida, como en toda historia que narre episodios de transformación do mundo e das cousas) non se deixa disociar da tristura, da dor, da inevitábel lectura social.

Mais non fai falta írmonos tan lonxe para lembrar episodios semellantes e sensacións moi parecidas. No noso percorrido pola provincia de Ourense (esa que xa se prolongou durante case tres meses, e que está próxima a rematar), puidemos escoitar en primeirísima persoa historias que nos falaban da construción da liña ferroviaria Zamora-Ourense, alá nos derradeiros anos do século XIX e primeiros do XX. Abonda con atravesar eses territorios a bordo do comboio para percatármonos da magnitude daquel esforzo, do heroísmo desesperado que supuña sementar de camiños de ferro ese territorio aínda hoxe agreste e mesmo hostil por momentos. Unha magnitude e un heroísmo que, co paso dos anos e das linguas, foi cristalizando nunha sorte de epopea fragmentaria á que accedemos a través de datos illados, filtrados pola memoria deformante desas xentes do rural que ao mellor xa recibiron a historia en segundo ou terceiro grao. E así, en Campobecerros (Castrelo de Val) faláronlles aos nosos compañeiros dos centos e centos de traballadores que morreron esmagados dentro dos túneles en construción, e que a sangría chegou a ser tan descomunal que houbo aldeas enteiras que ficaron sen homes. E en Lamela (Baños de Molgas), a señora Celerina falounos baixo un sol de xustiza das moitas vidas que tragara o tune (esa é a pronuncia popular da zona, no canto de túnel) de Salgueiros, até o extremo de que este chegou a ser coñecido popularmente por A Boca Negra. De feito, a propia señora Celerina lembrou para nós unha estremecedora copla posta en boca do enxeñeiro zamorano que dirixiu as obras, e que di así:

Hice un túnel en Galicia

que le llaman Boca Negra,

que ha de ser la perdición

de toda la cristiandad gallega.

Proba de até que punto aqueles sucesos, tráxicos e inmensos, foron procesados e reinterpretados por esa máquina de crear mitoloxía que é a cultura popular...